terça-feira, 9 de setembro de 2014

Liberte-se da mente

A mente aprisiona o Ser. Quando não percebemos que não somos a nossa mente, ficamos presos aos pensamentos e isso nos dá a falsa impressão que somos a nossa mente e que o que se passa por ela é a única verdade para nós. A verdade é que podemos enxergar a nossa mente de um ponto além dela. Ela é o instrumento do nosso Ser e não deve nos aprisionar com um falso eu.
Parar de pensar é possível, precisamos apenas ver de fora a nossa mente e perceber que ela gera os pensamentos, quase sempre sem o nosso controle, com base nos rótulos, nas experiências vividas e na própria cultura. Esses pensamentos não passam de criações desenfreadas e deduções do que possa ser as coisas, e que passam a nos controlar, gerando ansiedade e nos angustiando.
Para nos livramos das angustias e ansiedade, a mente age como um sequestrador que nos escraviza e que cobra um resgate que nem ela sabe o que é, mas que sirva de justificativa ou contrariedade ao que se pensa. É como uma massagem, um afago no nosso inconsciente que não aceita quem somos e que ela finita. Tudo isso pode trazer traquilidade momentânea, mas logo não servirá mais e nossa mente, como um falso eu, cobrará um novo resgate e o ciclo continuará. Para o ciclo terminar, as justificativas precisam acabar, mas como sentir-se bem novamente será possível, sem encontrar resposta para o que sentimos? Primeiro precisamos perceber que as respostas para os pensamentos que nos fazem sofrer não devem vir da mente, que o gerou, mas do nosso Ser interior, que está além da mente. Ouvir o verdadeiro Eu interior, rompendo as amarras e exterminando o falso eu, as ilusões geradas pela mente.
A consciência de que o que sentimos é uma ilusão gerada pela mente sem o nosso consentimento, como uma máquina que controla o criador, é a chave para uma sensação de tranquilidade e para o início de uma transformação radical na forma de vermos o mundo. É uma mudança que vai além da nossa crença.
Continua...

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